terça-feira, 16 de dezembro de 2008

INDÚSTRIA: Meirelles considera pessimista previsão da CNI

SÃO PAULO, 16 de dezembro de 2008 - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, não quis comentar hoje a estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de que a economia nacional deverá crescer apenas 2,4% no ano que vem. Pela previsão da CNI, a própria indústria terá desempenho ainda pior: crescimento de somente 1,8% de crescimento. Ele disse apenas que a previsão "é pessimista".Meirelles fez a afirmação ao sair de audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que discute projetos de lei que tratam do sistema financeiro nacional e do processo de nomeação e demissão do presidente e dos diretores do BC, ambos de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).Questionado por jornalistas, Meirelles não fez qualquer previsão sobre o desempenho da economia brasileira em 2009. Ele ressaltou que as estimativas do BC serão divulgadas no relatório trimestral de inflação, na próxima segunda-feira (22). Perguntado se havia avaliação de baixa também na taxa básica de juros (Selic), respondeu apenas que "o BC não faz previsão sobre a evolução dos juros".Quanto ao tema da audiência pública, Meirelles disse os senadores que, na qualidade de presidente do BC, não poderia fazer "juízo de valor" sobre a autonomia formal da autoridade monetária. "Não posso entrar no mérito", afirmou o presidente do BC, que fez sua exposição com explicações sobre o funcionamento dos Bancos Centrais de diferentes países.Segundo ele, os níveis de autonomia são diferentes em cada país, e destacou que metade dos Bancos Centrais tem a estabilidade de preços como objetivo único; em outro grupo, de aproximadamente 20%, no qual o Brasil se inclui, a estabilidade de preços é prioritária, embora há outros objetivos, como estabilidade financeira com promoção de crescimento e estabilidade da moeda. De acordo com Meirelles, na maioria dos países a autonomia do Banco Central é formal. "Em alguns países, a autonomia é constitucional", destacou. Poucos países não dão autonomia formal a seus Bancos Centrais, disse o presidente do BC, que citou os casos do Brasil, China, Israel, Canadá e Tailândia. Ele informou que cerca de 90% dos mandatos dos dirigentes desses bancos são iguais ou superiores a cinco anos.As informações são da Agência Brasil.(Redação - InvestNews)

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