SÃO PAULO - Opiniões sobre o Employment Report nos EUA eram críticas, mas não a ponto de prever números tão ruins. Assim, as conseqüências reais do desaquecimento econômico entraram mais que em evidência após os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano.
A taxa de desemprego ficou em 6,7%. Além disso, foram cortados 533 mil postos de trabalho em novembro, desafiando projeções na casa dos 300 mil. Com seu pior resultado desde 1974, o relatório aprofundou o tom pessimista dos mercados globais.
As bolsas caem nos EUA, na Europa e no Brasil, complementando as perdas acumuladas durante a semana. Commodities também operam em baixa, com destaque para o barril de petróleo. E o dólar volta a ganhar força, lembrando seu status de reserva de valor em meio à crise.
Condições aceitas
O principal executivo da GM, Rick Wagoner, disse aos parlamentares dos EUA que aceita as condições impostas para contratação de empréstimo junto aos cofres públicos. Entre elas, está o compromisso de abrir processo de falência no caso de desrespeito às metas orçamentárias.
Pressionado por inúmeros pedidos de socorro às montadoras, o Congresso norte-americano tende a autorizar a liberação de recursos que permitam sobrevivência ao menos nos próximos trimestres. Contudo, soluções definitivas exigiriam um complexo processo de reestruturação operacional.
Risco-país e petróleo
O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, registra leve alta. Já o risco-país marca 542 pontos, alta de 19 pontos frente ao fechamento da última sessão.
O petróleo segue penalizado pela impressão de desaquecimento econômico global. Em Nova York, o barril cai 2,59%, negociado a US$ 42,50.
Dólar DI
O dólar comercial intensifica seu movimento de alta apresentado desde a abertura. A moeda é cotada a R$ 2,5560 nesta tarde, forte alta de 1,91%.
Já as taxas dos contratos de DI futuro operam em forte tendência de queda na BMF Bovespa, refletindo a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) abaixo do esperado em novembro.
Ibovespa cai
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta desvalorização de 1,79% nesta tarde, atingindo 34.499 pontos. O volume financeiro segue baixo: R$ 365 milhões.
Baixas e altas
Entre os destaques de queda estavam os papéisVCP PN (VCPA4, -5,75%), Gafisa ON (GFSA3, -5,24%), Duratex PN (DURA4, -4,65%), Usiminas PNA (USIM5, -4,20%) e Gerdau PN (GGBR4, -3,96%).
Por outro lado, as ações Sadia PN (SDIA4, +4,00%), Lojas Renner ON (LREN3, +3,03%), Lojas Americanas PN (LAME4, +2,96%), Vivo PN (VIVO4, +1,41%) e Rossi ON (RSID3, +0,67%) encerraram a manhã em alta.
Os maiores volumes ficaram comPetrobras PN (PETR4, R$ 90,36 milhões), Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 58,93 milhões), Itaubanco PN (ITAU4, R$ 16,00 milhões), Bradesco PN (BBDC4, R$ 13,81 milhões) e Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 13,6
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